SÁBADO, 24 NOVEMBRO

Mesa Redonda – Anemia no desporto e desporto na anemia

Anemia do Desportista Facto ou Ficção?

14:30 – 15:00

Moderadores

Hélder Dores e Gomes Pereira

Palestrante

Maria João Cascais

O tema que abordamos está longe de reunir o consenso da comunidade cientíca. A questão que se coloca perante o atleta com anemia, é determinar inequivocamente se resulta do desporto que pratica, ou se advém de uma condição clinica cujo diagnóstico é fácil, tomando a definição de anemia, mas cujas causas são muito variadas. Nada impede que o atleta tenha uma condição prévia que da qual resultara uma anemia, que pode ser subclínica e ao mesmo tempo, por causa da actividade desportiva, desenvolver uma anemia com sinais clínicos ou apenas laboratoriais. Por vezes existe também a tentação do médico que segue o atleta de suplementar em ferro e vitaminas sem o diagnóstico de anemia, para aumentar o rendimento desportivo. Esta actuação pode originar problemas de saúde variados ao atleta e está em discussão se melhora a sua prestação. As causas mais comuns apontadas com factores que levam a anemia do desportista são perdas por hematúria, sudação, hemólise, microlesões da mucosa do tubo digestivo, além da inflamação crónica resultante de alguns desportos. Os testes laboratoriais mais importantes para este diagnóstico são simples como o vulgar hemograma, doseamento de ferro e ferritina, haptoglobina, até outras técnicas mais sofisticadas, que tornam o processo dispendioso e demorado. Na realidade o mais importante é ter acesso a dados laboratoriais do percurso do atleta e relaciona-los com os períodos de treino e competição. As características dos atletas como idade sexo e hábitos nutricionais também podem ajudar a caracterizar a situação e não atribuir a classicação de “anemia do desportista”

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