SÁBADO, 26 NOVEMBRO

Conferência

Anemia e Saúde Mental

16:00 – 16:30

Moderadores

Teresa Maia Correia e Isabel Pereira dos Santos

Palestrante

Alice Luís

Fazendo uma breve reflexão acerca das relações possíveis entre PSIQUIATRIA & HEMATOLOGIA iremos abordar nesta comunicação:

  • Anemia Ferropénica
  • Deficiência de Vitamina B 12 e Acido Fólico
  • Anemia falciforme
  • Talassémia

Iremos ilustrar também com quadros clínicos paradigmáticos. Muito sumariamente também falaremos sobre algumas patologias primariamente psiquiátricas que pela “privação de comida” que se instala no doente determinam complicações médicas diversas de entre as quais Anemia:

  • Anorexia Nervosa
  • Esquizofrenia e delírios de envenenando
  • Alcoolismo
  • Depressão

As relações entre Anemia e doença Mental são complexas e provavelmente bidirecionais sendo que uma perspectiva etiológica integradora admitindo a contribuição de fatores biológicos, psicológicos e sociais é a melhor base para a prática clínica. Iremos refletir sobre as especificidades das várias especialidades:

  • Como o Hematologista vê a Anemia e doença mental
  • Como o Psiquiatra vê a Anemia e doença mental

A interdisciplinaridade comunicação e partilha de conhecimento será a abordagem mais utilitária para os nossos doentes. A Doença crónica vai introduzir uma perturbação biográfica que exige modificações na vida sendo necessário aprender a viver com a doença dividido entre o estatuto de “doente” num mundo habitado por pessoas saudáveis. Saber lidar com a incerteza e fazer uma “Reconstrução da narrativa” Devemos junto dos nossos doentes ter uma atitude de escuta activa e saber dar importância ao silencio. Os doentes em sofrimento tendem a considerar os médicos que os escutam com mais potencial de ajuda, valorizando os médicos que permitem uma oportunidade para verbalizar, sintomas, preocupações. Devemos ter em atenção que com alguns doentes ou em determinados contextos é de evitar dar conselhos e de Valorizar a relação Médico Doente. Uma perspectiva etiológica neutral e integradora que reconhece a existência destas patologias admitindo para a sua etiologia a contribuição de factores biológicos, psicológicos e sociais é a melhor base para a prática clínica.

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