SEXTA-FEIRA, 28 NOVEMBRO

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Mesa Redonda – Anemia e Dádiva de Sangue

Hemoglobina baixa em dadores: experiência do IPST

12:00 – 12:30

Moderadores

Gracinda de Sousa e Ana Paula Sousa

Palestrante

Ana Paula Sousa

O Decreto Lei (DL) 267/2007 impõe normas de qualidade e segurança relativamente à dádiva e à colheita de sangue, por forma a preservar a saúde do dador e a não prejudicar o receptor. A determinação da hemoglobina pré-dádiva é obrigatória e apesar do valor referido para a aceitabilidade da dádiva não ser uniforme entre diversos países, tem sido consensual que esta determinação não protege a saúde do dador pelo potencial desenvolvimento de uma depleção das reservas de ferro, e consequentemente de uma anemia ferropénica. De realçar que a própria definição de anemia proposta pela OMS tem sido questionada face aos trabalhos publicados (NHANES-III e Scripps-Kaiser). Considerando as manifestações clínicas de um défice ou de uma ausência de reservas e ferro e da repercussão que a suspensão dos dadores de sangue têm no âmbito das estratégias de fidelização do dador importa analisar vários estudos tais como o RISE (Donor Iron Status Evaluation)/Retrovirus Epidemiology and Donor Study (REDSII) e o HEIRS (Hemoglobin and Iron Recovery Time Study)/Recipient Evaluation and Donor Surveillance (REDS-III), que têm proporcionado um vasto conjunto de dados que documentam a extensão do problema. A discussão no âmbito das instituições com responsabilidades na segurança do dador e qualidade do componente têm desenhado um conjunto de estratégias de avaliação e intervenção na comunidade dadora, com potenciais impactos na disponibilidade de sangue. O IPST.IP através da informação obtida e analisada por questionários que tem promovido junto da população dadora suspensa por hemoglobinas baixas e através do “follow-up” de dadores que se desvinculam da dádiva de sangue pelo facto de se considerarem “anémicos” poderá vir a adoptar estratégias eficazes correctivas, a longo prazo, no âmbito do tema “ANEMIA E DADORES DE SANGUE”.

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