SÁBADO, 29 NOVEMBRO

Mesa Redonda: Anemia na criança e no adolescente

Anemia na doença inflamatória intestinal

18:00 – 18:30

Moderadores

Jorge Amil e Lino Rosado

Palestrante

Jorge Amil

A doença inflamatória intestinal tem tido considerável aumento de prevalência, particularmente entre a população pediátrica. É reconhecido que na generalidade dos países, cerca de 1/3 dos novos casos iniciam-se antes dos 18 anos. São várias as implicações deste início precoce: físicas, psíquicas, familiares, clínicas e risco para o crescimento dado que a maior parte dos casos pediátricos ocorre na adolescência. A anemia, por perdas ou pela actividade inflamatória é também uma dessas dimensões, porventura subvalorizada. A adolescência representa um período especial da vida com janelas de oportunidade únicas para o crescimento, interacção social e modulação de opções de carreira profissional. Essa característica torna muito importante a abordagem completa do jovem doente por forma a proporcionar-lhe adequada integração e vivência social e familiar. Vários estudos têm mostrado que a prevalência de anemia e as medidas para a sua correcção são descuradas mais em doentes pediátricos, apesar das medidas de tentativa de controlo do processo inflamatório. A anemia da doença inflamatória intestinal interfere com a capacidade e resistência física mas pode ser paradoxalmente  subvalorizada pelos doentes. Um estudo revelou que a Qualidade de Vida, avaliada por inquérito padronizado não revela alteração em presença de anemia ligeira ou moderada. Este resultado realça a resiliência frequente na adolescência mas deve também alertar os médicos para a importância de valorizar todas as dimensões da avaliação dos doentes, por forma a corrigir alterações sub-clínicas que podem ter significativo impacto noutras vertentes do bem estar como o crescimento geneticamente programado.

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